
Aqui no Brasil, político não entra pra ajudar ninguém. Entra pra ajudar a si mesmo, a família e, se sobrar, o cachorro da família. O resto que se vire. Afinal, ninguém vai votar em medida que corte os próprios privilégios, né? É como esperar que açougueiro vire vegano.
Fazer o certo? Só se for castigo. O certo não dá voto, não dá esquema, não dá “parceria”. Então eles fazem o errado — e juntos! É lindo ver: um erra, os outros abraçam, viram uma muralha de proteção. É o famoso “errar pode, pagar não precisa”.
E os poderes? Quando o Congresso finge que trabalha, o Supremo resolve brincar de legislador. E aí, meu amigo, até a Constituição fica parecendo contrato de operadora de celular: ninguém lê, e quem devia respeitar inventa cláusula na hora.
Freios e contrapesos? Só se for no carro oficial. Porque todo mundo ali tem rabo preso, e ninguém puxa o fio do colega — vai que o nó volta.
No meio disso, o povo escolhe lado como se fosse campeonato. Time X contra Time Y, esquerda contra direita, mocinho contra vilão. E o moderado? Esse nem entra em campo, porque torcedor gosta mesmo é de briga.
Solução pro Brasil? Esquece. O sistema é perfeito — pra eles. Você continua sendo só o patrocinador oficial da farra, pagando o ingresso dessa comédia em temporada infinita.
